A síndrome do imobilismo, também conhecida como Síndrome do desuso, é caracterizada por um conjunto de alterações que ocorrem no individuo acamado, por um período prolongado, afetando muitos sistemas corporais, diminuindo a capacidade funcional. Os sistemas osteomusculares, tecido conjuntivo, tecido articular, sistema respiratório, sistema metabólico, sistemas gastrointestinais e sistemas genitourinarios, dentre outros, são os mais acometidos pela imobilidade que também altera o estado emocional do indivíduo, podendo apresentar ansiedade, apatia, depressão, irritabilidade, isolamento social, entre outros.
Os efeitos da imobilidade são diversos, entre eles:
- Redução na capacidade funcional dos sitemas osteo-musculares (um dos mais acometidos, com diminuição da força muscular, redução da resistêcia muscular, contraturas, etc.)
- Edema (inchaço)
- Diminuição da amplitude dos movimentos
- Prejuízo dos sistema respiratório, pois ocorre uma redução do oxigênio
- Comprometimento no desempenho cardiovascular, com aumento da frequência cardíaca de repouso e elevação da pressão arterial
- Danos ao sistema metabólico (má absorção de cálcio, perda ósssea, mudanças hormonais)
- Defict no retorno venoso do sistema circulatório, podendo levar a uma trombose
- Falta de apetite e intestino preso
- Comprometimento do esvaziamento da bexiga
- Atrofia de pele e úlceras pelo excesso de tempo que o paciente está acamado.
Respeitando-se a cronologia da imobilidade pode-se considerar que de 7 a 10 dias seja um período de repouso, de 12 a 15 dias período de imobilização e a partir de 15 dias é considerado decúbito de longa duração.
A terapêutica por exercícios físicos (cinesioterapia) é tão iimportante quanto a prescrição de medicamentos, pois quando é feito adequadamente torna-se um agente terapêutico muito eficaz na reabilitação.
A realização de um programa de exercícios físicos tem como objetivo manter a força muscular e amplitude de movimentos, alongar a musculatura encurtada, melhorar a mobilidade, flexibilidade e coordenação. Auxilia também, a promover o relaxamento, prevenir e tratar edema, reduzir a massa de gordura e a dor, estimular a movimentação no leito e a independência nas atividades. Contribui ainda, para alcançar um padrão respiratório eficaz, previnir complicações, estabilizar a frequência cardíaca de repouso, melhorar o retorno venoso, promover a reeducação postural e a conscientização corporal, reduzir as alterações no estado de humor e melhora ar o estado físico geral, favorecendo o precesso de reabilitação.
Pessoas doentes ou idosas devem buscar a orientação de profissionais especializados, como um fisioterapeuta, para esclarecimento sobre a síndrome do imobilismo e qual o melhor exercício para sua reabilitação.
Bibliografia:
Autora: Rosemeri Muller
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