sábado, 19 de novembro de 2011

Síndrome do Imobilismo

 A síndrome do imobilismo, também conhecida como Síndrome do desuso,  é caracterizada por um conjunto de alterações que ocorrem no individuo acamado, por um período prolongado,  afetando muitos sistemas corporais, diminuindo a capacidade funcional. Os sistemas osteomusculares, tecido conjuntivo, tecido articular, sistema respiratório, sistema metabólico, sistemas gastrointestinais e sistemas genitourinarios, dentre outros, são os mais acometidos pela imobilidade que também altera o estado emocional do indivíduo, podendo apresentar ansiedade, apatia, depressão, irritabilidade, isolamento social, entre outros.

Os efeitos da imobilidade são diversos, entre eles:

  • Redução na capacidade funcional dos sitemas osteo-musculares (um dos mais acometidos, com diminuição da força muscular, redução da resistêcia muscular, contraturas, etc.)
  • Edema (inchaço)
  • Diminuição da amplitude dos movimentos
  • Prejuízo dos sistema respiratório, pois ocorre uma redução do oxigênio
  • Comprometimento no desempenho cardiovascular, com aumento da frequência cardíaca de repouso e elevação da pressão arterial
  • Danos ao sistema metabólico (má absorção de cálcio, perda ósssea, mudanças hormonais)
  • Defict no retorno venoso do sistema circulatório, podendo levar a uma trombose
  • Falta de apetite e intestino preso
  • Comprometimento do esvaziamento da bexiga
  • Atrofia de pele e úlceras pelo excesso de tempo que o paciente está acamado. 

Respeitando-se a cronologia da imobilidade pode-se considerar que de 7 a 10 dias seja um período de repouso, de 12 a 15 dias período de imobilização e a partir de 15 dias é considerado decúbito de longa duração.

  
A terapêutica por exercícios físicos (cinesioterapia) é tão iimportante quanto a prescrição de medicamentos, pois quando é feito adequadamente torna-se um agente terapêutico muito eficaz na reabilitação. 

A realização de um programa de exercícios físicos tem como objetivo manter a força muscular e amplitude de movimentos, alongar a musculatura encurtada, melhorar a mobilidade, flexibilidade e coordenação. Auxilia também, a promover o relaxamento, prevenir e tratar edema, reduzir a massa de gordura e a dor, estimular a movimentação no leito e a independência nas atividades. Contribui ainda, para alcançar um padrão respiratório eficaz, previnir complicações, estabilizar a frequência cardíaca de repouso, melhorar o retorno venoso, promover a reeducação postural e a conscientização corporal, reduzir as alterações no estado de humor e melhora ar o estado físico geral, favorecendo o precesso de reabilitação.

Pessoas doentes ou idosas devem buscar a orientação de profissionais especializados, como um fisioterapeuta, para esclarecimento sobre a síndrome do imobilismo e qual o melhor exercício para sua reabilitação.
  

Bibliografia:
Autora: Rosemeri Muller

Nenhum comentário:

Postar um comentário